domingo, 15 de novembro de 2015

Freud - Sexualidade - Educação

Freud não fez estudos específicos relacionados a educação, mas estudou muito sobre a sexualidade infantil, não de forma erótica, mas em forma de autodescobrimento. Através do prazer a criança descobre o mundo, primeiro através da boca (Fase Oral), onde quando bebê, descobre o mundo através da boca. A fase se passa na idade de 0 a 1 ano aproximadamente.
Depois vêm a fase Anal, onde a criança deixa as fraldas, e começa a controlar as fezes, que se passa durante o período de 2 a 4 anos aproximadamente.
Seguida pela fase Fálica quando a criança atinge 4 anos indo até os 6 anos aproximadamente, quando ela volta-se para a região genital. Nesta fase tanto meninos quanto meninas acham que possuem pênis, é quando as meninas desenvolvem a teoria da castração, achando que seu pênis lhe foi arrancado.
É nesta fase também, que as crianças desenvolvem o complexo de Édipo, onde o menino passa a apresentar uma atração pela mãe e rivalizar com o pai e a menina faz o inverso.
Depois vêm a fase de Latência, caracterizada especialmente pelo deslocamento da libido da sexualidade, para atividades sociais. É onde a criança começa a gastar suas energias com atividades sociais e escolares. Período de 6 aos 11 anos aproximadamente.

Tirinhas do autor Pacha Urbano, que busca retratar a figura Paterna de Freud o Pai da Psicanálise. As tirinhas nasceram há 3 anos em um caderna de desenhos em uma aula de Psicanálise na universidade.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Desafios da Educação no Século 21

Além de paixão pela profissão, hoje em dia temos que ter muito "jogo de cintura" para encarar a sala de aula todos os dias.
Na Educação Infantil, assim como em todas as etapas da formação escolar, a carência afetiva, se torna um grande obstáculo para a aprendizagem. Muito além de educadores, diversas vezes temos que ocupar o lugar e pais e mães.
Fora as dificuldades intelectuais de aprendizagens, que muitas vezes encaminhamos para profissionais especializados, e ou não conseguimos vagas, ou os devidos profissionais não dão o atendimento necessário à criança.
Nesta semana fui chamada ao Centro de Atenção ao Educando, para conversar com a psicologa sobre uma aluna que e havia encaminhado, por ela ter presenciado diversas divergências na sua família. Era visto na conversa, que a profissional iria desligar a aluna do Centro, por achar que ela não precisava de uma atenção especial. Acredito que por ter muitos pacientes para atender, ela não deu a devida importância ao caso, chegando ao extremo de me perguntar: - O que você quer que eu faça, que atitude você quer que eu tenha como psicologa em relação a este caso. E na hora eu só consegui responder para ela: - A Senhora que é a profissional.
Atualmente, a nossa profissão é a mais desvalorizada no país, e confesso que isto me entristece, pois temos que estar sempre nos atualizando em busca da qualidade do ensino, e geralmente não somos reconhecidos, por este esforço. Muitas vezes temos que trabalhar de 40 a 60 horas semanais para conseguir pagar as contas em dia.
Enfim, somos constantemente enfrentados, desafiados, e as barreiras são inumeras para seguir na profissão, mas quando um professor faz seu trabalho com amor e paixão, ele é capaz de "mover o céu e a terra" pela educação. Desde que assumi o meu cargo, jamais me arrependi de ter escolhido, ou melhor de ter sido escolhida por esta profissão, que considero a mais linda do mundo.
Encerro este post, com esta frase que gosto muito, de autor desconhecido.

A Criação da FEBEM - Fundação Casa

Ao ver uma linha do tempo da Educação no Brasil, lembrei-me de um filme que assisti há um tempo atrás, chamado O Contador de Histórias (2009), que fala sobre a criação da FEBEM. O que foi criada inicialmente como uma instituição de ensino, onde o governo militar da época, publicava propagandas incentivando os pais a internarem seus filhos na FEBEM para se tornarem doutores.
Devido ao regime severo da instituição, logo o local se tornou um depósito de crianças e adolescentes infratores.

Acredito que a criação desta fundação, teve uma grande influência na educação dos dias atuais. A educação rígida aplicada pelos militares, nos ensina como não devemos agir em sala de aula. Meus pais ainda receberam este tipo de educação, frequentemente aplicada nas escolas da época, com castigos físicos e psicológicos, o que influenciou diretamente para que eles evadissem a escola tão cedo. Porém nestes tempos, a criança saia da escola, mas ficava sob a responsabilidade da mãe, que geralmente cuidava da casa e dos filhos, e se precisasse trabalhar, como era o caso dos meus avós, os filhos iriam juntos, e geralmente começavam a trabalhar desde muito cedo, e não existia tanta criminalidade.
Hoje em dia várias leis foram criadas para que as nossas crianças não passem mais por isto, mas é muito triste saber que algumas tiveram que passar, para chegar onde estamos hoje. Atualmente quando as crianças abandonam a escola, vários órgãos são acionados para fazer com que ela volte, mas quando ela não volta, geralmente cai na criminalidade, pois não tem ninguém que  zele por ele.

Ainda sobre trabalhar com infâncias Diversas

Durante esta semana, iniciei um projeto sobre a diversidade cultural. Após ler a história Menina Bonita do Laço de Fita, meus pequenos deram um show de consciência multicultural.
Quando acabei de contar a história, e expliquei que a menina era "pretinha" por que sua mãe, sua avó e seus familiares eram assim, e a gente é parecido com os nossos parentes. Ao acabar de falar um de meus alunos falou: - Profª Sabia que eu sou parecido com a minha tia! E eu perguntei por que, e ele me respondeu: Porque ela é preta e eu sou preto, assim como a minha mãe e o meu pai! Foi quando eu decidi pegar o celular e gravar ele falando. Segue o vídeo:


A evolução da Educação ao longo dos tempos

Podemos dizer que o Sistema Educacional Brasileiro, mudou muito ao longo dos tempos. O que iniciou sendo responsabilidade da Igreja, passou pelo governo, e hoje podemos dizer que é obrigação da família. Digo isto, uma vez que as leis criadas pelo nosso governo, obrigam as famílias a manter as crianças em idade escolar, frequentando as instituições de ensino.
O que antes era um ensino rígido e rigoroso, com direito a castigos Físicos e Psicológicos, hoje está bem mais brando. Porém ainda temos um longo caminho a percorrer.
As escolas, principalmente as de Educação Infantil, infelizmente ainda são vistas como um lugar para deixar os filhos enquanto os pais trabalham. A mãe que antes ficava em casa zelando a criança, hoje está saindo cada vez mais cedo em busca do sustento, consequentemente, o bebê entra bem mais cedo na escola, geralmente com 3 ou 4 meses.
Precisamos mudar isto, fazendo com que a família veja na escola um lugar de aprendizagens e novas descobertas, e cabe a nós professores, aproximar a família da escola, fazer com que os pais vejam que as crianças não são somente "depositadas" enquanto eles trabalham.
Para que isto aconteça, é necessário cada vez mais que seja proporcionado encontros e reuniões, além das conversas diárias com os pais.

Trabalhando com diversos tipos de infâncias no mesmo ambiente escolar

Com a leitura do texto Maquinaria Escolar, pude pensar no quanto é difícil lidar com as diferentes infâncias que habitam nossa sala de aula, uma vez que a criança é reflexo do meio onde vive.
Por isto é de extrema importância conhecer a realidade destas infâncias, por mais difícil que seja, inteirar a escola com o meio em que as crianças habitam é fundamental.
Em um país de proporções continentais como o nosso, habitado por descendentes de inúmeros tipos de imigrantes, conhecer a realidade e as idéias de cada aluno, não é uma tarefa nada fácil, mas acredito que na Educação Infantil, temos mais caminhos para conseguir isto, já que as crianças desta idade, falam mais sobre sua realidade com mais facilidade.
Abaixo segue uma foto da minha turminha multicultural.  

Como professores, geralmente nos deparamos com realidades tristes, e não é nada fácil saber lidar com elas. Na turma com que trabalho, existem casos de pais separados, mãe que rejeitou o filho e o pai está preso, filhos de traficantes, pais que não aceitam auxilio para os seus filhos, mãe que leva a criança no primeiro horário e busca no ultimo (para se livrar do filho, já que não trabalha), entre outros...
E como lidar com estas realidades, que entram em conflito com crianças que tem pais presentes e condições financeiras elevadas, convivendo no mesmo ambiente? 
Acredito que como professores, temos que achar meios diferenciados para envolver as crianças na aprendizagem. Isto não é privilegiar alguns, e sim dar oportunidades iguais para que todos atinjam o mesmo nível de conhecimento.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A importância do brincar na Educação Infantil

Sabemos que na Educação Infantil, as brincadeiras são essenciais. Mas não se trata apenas de colocar as crianças num tapete, e dar brinquedos diversificados, para que eles brinquem entre si.
O Professor de Educação Infantil, tem que "colocar a mão na massa", ou seja, tem que brincar junto com as crianças, seja de casinha com as meninas, carrinho com os meninos ou de brincadeiras dirigidas como a História da Serpente, Ovo Choco, Quem comeu pão...
As minhas aulas são inspiradas na frase: A criança aprende brincando, e brincando ela é feliz. Escutei esta frase de uma professora do curso Normal, e jamais esqueci, não sei se ela tem algum autor conhecido, mas acho muito verdadeira.
Abaixo segue uma foto tirada enquanto brincávamos de História da Serpente.