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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Como entender a Infância???

Atualmente as pesquisas e estudos analisam a infância de modo amplo, ou seja, não existem estudos específicos para cada tipo de infância. Os pesquisadores não estão dentro da sala de aula, convivendo com estas multíplas infâncias como nós professores.
Como se pode entender a infância deste jeito?
Não acredito que isto possa ser possível, já que a realidade das escolas nem sempre é levada em conta.

domingo, 29 de novembro de 2015

Histórias Étnico-raciais

Nunca havia percebido que os autores usam tendências diferentes para ensinar as crianças sobre a consciência negra através da construção de seus personagens negros. 
Particularmente gosto muito de trabalhar com a história Menina Bonita do Laço de Fita, mas com certeza irei procurar as outras citadas na leitura para adicionar ao meu planejamento. Esta história se classifica na primeira tendência, pois a personagem principal é negra e o desfecho da história se dá quando a mãe explica que ela é pretinha por que seus antepassados também eram.
Na segunda tendência o enredo se dá através de situações do cotidiano das pessoas e a explicação do porque as pessoas negras possuem esta cor, também está na ancestralidade.
A terceira tendência me deixou curiosa a ler seus livros, pois geralmente tem um tema de auto ajuda, trazendo sempre uma lição para o leitor de como agir com o outro.
Eu sempre digo isto para meus alunos, quando existe alguma disputa ou agressão entre eles: nunca devemos fazer para o outro, aquilo que não queremos para a gente.

Infância Soft

Antes de assumir meu concurso, trabalhei por 9 anos em uma loja de fotografia, e certo dia o fotógrafo me perguntou se eu sabia o porque os clientes não queriam que seus filhos saíssem chorando nas fotos, e eu respondi que era por que queriam que seus filhos aparecessem alegres nas fotos, e ele me falou que não, que era por que os pais queriam demonstrar que eram bons pais, que as crianças foram bem cuidadas quando pequenas, que eram crianças felizes.
A leitura da semana 6 me fez lembrar desta conversa, que apesar de não ter sido em uma escola, foi muito pedagógica. A publicidade faz com que os pais pensem assim, ao usar imagens de bebês fofinhos e sorridentes nas propagandas, está é a infância Soft, a infância retratada nas propagandas.
Lembro-me que na época falei pra ele, mas muitas vezes a criança está chorando e a foto está linda, por que as crianças também choram e ele me respondeu: mas não é isto que a mídia mostra.

Erotização na publicidade infantil

Na aula 5 de Infâncias, estudamos a erotização nas propagandas infantis, e fiquei pensando no quanto as crianças tem perdido esta fase tão bonita da vida. 
As meninas estão usando salto alto e maquiagem cada vez mais cedo, e os meninos partindo para brincadeiras de lutas, o que causa ferimentos muitas vezes.
E qual a nossa missão como professores? Como agir quando uma menina chega na escola maquiada e usando salto alto?
Isto me fez lembrar de uma aluna de dois anos atras, que estava esperando a mãe para ir embora, e as mochilas dos colegas de outra turma estavam no corredor onde ela estava aguardando, a pessoa que deveria estar supervisionando ela, estava atendendo outra mãe, e quando eu cheguei ela escondeu um objeto, e eu perguntei o que ela estava escondendo, então ela me mostrou um esmalte, quando eu perguntei se era dela, ela disse que sim então disse pra guardar na sua mochila. Algum tempo depois, a  outra professora chegou para cuidar da turma dela, então fui bater meu ponto e a menina  pegou o esmalte e voltou a mexer em uma das mochilas. Neste momento a professora me chama e me mostra o esmalte que a menina havia pego da mochila da colega da pré-escola. Então chamei ela e conversei dizendo que não podíamos pegar algo que não é nosso, que isto era muito feio, e ela me prometeu que não faria mais.
Com esta atividade, fiquei pensando: a que ponto a publicidade influencia as nossas crianças, fazendo até mesmo que peguem o que não é seu para suprir seus desejos.


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Ainda sobre trabalhar com infâncias Diversas

Durante esta semana, iniciei um projeto sobre a diversidade cultural. Após ler a história Menina Bonita do Laço de Fita, meus pequenos deram um show de consciência multicultural.
Quando acabei de contar a história, e expliquei que a menina era "pretinha" por que sua mãe, sua avó e seus familiares eram assim, e a gente é parecido com os nossos parentes. Ao acabar de falar um de meus alunos falou: - Profª Sabia que eu sou parecido com a minha tia! E eu perguntei por que, e ele me respondeu: Porque ela é preta e eu sou preto, assim como a minha mãe e o meu pai! Foi quando eu decidi pegar o celular e gravar ele falando. Segue o vídeo:


Trabalhando com diversos tipos de infâncias no mesmo ambiente escolar

Com a leitura do texto Maquinaria Escolar, pude pensar no quanto é difícil lidar com as diferentes infâncias que habitam nossa sala de aula, uma vez que a criança é reflexo do meio onde vive.
Por isto é de extrema importância conhecer a realidade destas infâncias, por mais difícil que seja, inteirar a escola com o meio em que as crianças habitam é fundamental.
Em um país de proporções continentais como o nosso, habitado por descendentes de inúmeros tipos de imigrantes, conhecer a realidade e as idéias de cada aluno, não é uma tarefa nada fácil, mas acredito que na Educação Infantil, temos mais caminhos para conseguir isto, já que as crianças desta idade, falam mais sobre sua realidade com mais facilidade.
Abaixo segue uma foto da minha turminha multicultural.  

Como professores, geralmente nos deparamos com realidades tristes, e não é nada fácil saber lidar com elas. Na turma com que trabalho, existem casos de pais separados, mãe que rejeitou o filho e o pai está preso, filhos de traficantes, pais que não aceitam auxilio para os seus filhos, mãe que leva a criança no primeiro horário e busca no ultimo (para se livrar do filho, já que não trabalha), entre outros...
E como lidar com estas realidades, que entram em conflito com crianças que tem pais presentes e condições financeiras elevadas, convivendo no mesmo ambiente? 
Acredito que como professores, temos que achar meios diferenciados para envolver as crianças na aprendizagem. Isto não é privilegiar alguns, e sim dar oportunidades iguais para que todos atinjam o mesmo nível de conhecimento.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

A importância do brincar na Educação Infantil

Sabemos que na Educação Infantil, as brincadeiras são essenciais. Mas não se trata apenas de colocar as crianças num tapete, e dar brinquedos diversificados, para que eles brinquem entre si.
O Professor de Educação Infantil, tem que "colocar a mão na massa", ou seja, tem que brincar junto com as crianças, seja de casinha com as meninas, carrinho com os meninos ou de brincadeiras dirigidas como a História da Serpente, Ovo Choco, Quem comeu pão...
As minhas aulas são inspiradas na frase: A criança aprende brincando, e brincando ela é feliz. Escutei esta frase de uma professora do curso Normal, e jamais esqueci, não sei se ela tem algum autor conhecido, mas acho muito verdadeira.
Abaixo segue uma foto tirada enquanto brincávamos de História da Serpente.

Crianças da Geração Atual

Nesta semana uma mãe de um aluno, me perguntou qual era o número do meu "Wats", pois o filho dela via a irmã conversando com a professora dela através do aplicativo, e ele também queria, falar com a professora dele.
Esta é uma característica, marcante da geração atual: o uso da tecnologia, até pelas classes mais baixas.
Dificilmente vamos encontrar uma pessoa que não tenha uma conta no Facebook ou no Watsap. Nossos alunos estão cada vez mais tecnológicos, e temos que usar isto ao nosso favor, seja para propiciar novos conhecimentos, ou para aproximar a família da escola.
Na figura abaixo, vemos uma charge de como NÂO podemos agir, como "múmias formadas", que cruzam os braços diante da tecnologia.

Educar uma Infância Pós Moderna

A imagem acima descreve como as crianças estão sendo inseridas na sociedade atual. Ao primeiro olhar nos parece chocante, mas a infância atual está diretamente ligada ao consumo.
A criança já é inserida na sociedade cheia de vontades, ela agora opina, escolhe e exige. E como as educar?
Esta tarefa me parece um tanto difícil, em uma sociedade onde os pais deixam as crianças muito cedo na escola, seja para trabalhar em busca do sustento da família, ou apenas para ter um tempo livre sem os filhos por perto.
Além de estarem cheias de vontade, a criança atual se torna um tanto carente. Tenho observado isto frequentemente em minha turma, mas vejo que em um menino esta carência está influenciando diretamente na sua vida social. Ele tem um histórico bastante triste, onde foi abandonado pela mãe quando bebê, e o pai está preso, sendo ele e os irmãos assumidos pelo avô paterno. Na época ele adotou a sua professora como mãe, porém neste ano a "professora mãe", mudou-se para outro município, ocasionando mais uma perda para esta criança. Acho importante grifar, que o avô não trabalha fora, e leva o menino no primeiro horário que a escola abre, até a hora que a escola fecha.
Desde que assumi a turma, ele se demonstra um tanto egoísta, e reage fisicamente quando é contrariado pelos colegas e professores, sempre exigindo que seja feita as suas vontades. Porém nos últimos dias, ele tem tido crises de choro, onde pede pela "professora mãe" e pelo avô. Na primeira vez que ele reagiu de forma agressiva com os colegas, levei ele para conversar com a Orientadora Educacional da Escola, e ele "desmanchou-se" em lágrimas, dizendo estar com saudades da "professora mãe". Desde então, procuro suprir esta carência com muito carinho. Sempre que vejo ele tristinho, coloco no colo e na hora do sono, faço questão de ficar ao seu lado.
Na sociedade atual, muito além de professores, temos que ser "pais e mães" para tentar suprir a carência que estas "crianças cheias de vontade" possuem.

sábado, 26 de setembro de 2015

Infâncias nas Mídias

Ao fazer a pesquisa solicitada pela interdisciplina, localizei um artigo sobre o tema no site http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/0438.html, que faz uma comparação entre a infância antiga e a contemporânea. Na imagem abaixo, podemos ver claramente a diferença, na infância antiga, a criança brincava na rua, mas não tinha uma voz ativa na sociedade, na contemporânea a criança não se suja, pois seus brinquedos são mais tecnológicos, mas podemos dizer que ela tem voz ativa na sociedade, demonstrando seus interesses e  suas vontades.
Atualmente as mídias influenciam diretamente nas vontades das crianças, seja por personagens de filmes e desenhos, ou por propagandas de brinquedos. A cada dia mais as crianças estão mais independentes, e acredito que as mídias influenciam diretamente neste comportamento, seja pela Frozen cantando "Livre Estou", ou pelo Ben 10 que pode se transformar em qualquer alienígena através de um relógio.
Canso de chegar na escola, e ver crianças com roupas inadequadas para a temperatura do ambiente, e ao indagar os pais por que estão vestidos assim, ganhamos como resposta: - Aí prof. ele não quis colocar mais roupa.
Então, muitas vezes, cabe a nós professores conscientizar os pequenos, de que é preciso tomar certos cuidados consigo mesmos, através de aulas divertidas, com histórias que envolvam as crianças, e façam com que eles entendam que se não tiverem estes cuidados, poderão ter consequências graves, como por exemplo ficarem doentes.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O que é infância??

Sempre pensei que Infância era uma fase da vida. Mas através da aula presencial da professora Samantha Dias, pude perceber que a Infância é um Fenômeno Social, ou seja, a sociedade em que a criança está inserida, influencia diretamente no seu comportamento e suas atitudes.

Conhecendo a Interdisciplina Infâncias de 0 a 10 Anos

Confesso que das novas interdisciplinas, esta era a que mais estava aguçando a minha curiosidade. Trabalho com uma turma de Maternal 2, que contém crianças entre 3 e 4 anos, e acredito que esta disciplina irá me ajudar a entender certos conflitos desta idade.