Assisti ao filme o Sorriso de Monaliza, que conta a história de uma professora apaixonada pela profissão que almeja mudar o mundo através dela. Confesso que quando entrei no magistério, não gostava da idéia de passar o dia com crianças, que na verdade era um medo de não dar conta. Este sentimento aumentou quando, sem ter o devido preparo, assumi o meu cargo de professora de educação infantil. No entanto, hoje me considero uma profissional realizada, e não me imagino mais fora da sala de aula. Me construi como professora lecionando, e hoje posso dizer que sou muito feliz, pois trabalho na melhor profissão do mundo: SOU PROFESSORA
Enfrento lutas diárias pra estar em sala de aula e muitas coisas me entristecem, mas quando estou com meus alunos, mesmo ainda não tendo sendo mãe, procuro tratá-los com o carinho que gostaria que meus filhos fossem tratados.
Hoje meu pai está completando 80 anos, e ele já está bastante debilitado, perdeu a visão há anos por causa da diabete, e só caminha com a nossa ajuda. Junto com a minha irmã, sei que dei o melhor presente que ele poderia ganhar, almoçando ao lado dele e da nossa mãe. Devido a correria do dia a dia e por trabalharmos longe, nem sempre conseguimos almoçar com eles, mesmo passando todas as tardes ao lado deles, já que trabalho somente no turno da manhã.
Isto pra mim define felicidade: Estar ao lado de quem amamos e fazer o que amamos!
Mostrando postagens com marcador Escolarização Espaço e Tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Escolarização Espaço e Tempo. Mostrar todas as postagens
sábado, 5 de dezembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Desafios da Educação no Século 21
Além de paixão pela profissão, hoje em dia temos que ter muito "jogo de cintura" para encarar a sala de aula todos os dias.
Na Educação Infantil, assim como em todas as etapas da formação escolar, a carência afetiva, se torna um grande obstáculo para a aprendizagem. Muito além de educadores, diversas vezes temos que ocupar o lugar e pais e mães.
Fora as dificuldades intelectuais de aprendizagens, que muitas vezes encaminhamos para profissionais especializados, e ou não conseguimos vagas, ou os devidos profissionais não dão o atendimento necessário à criança.
Nesta semana fui chamada ao Centro de Atenção ao Educando, para conversar com a psicologa sobre uma aluna que e havia encaminhado, por ela ter presenciado diversas divergências na sua família. Era visto na conversa, que a profissional iria desligar a aluna do Centro, por achar que ela não precisava de uma atenção especial. Acredito que por ter muitos pacientes para atender, ela não deu a devida importância ao caso, chegando ao extremo de me perguntar: - O que você quer que eu faça, que atitude você quer que eu tenha como psicologa em relação a este caso. E na hora eu só consegui responder para ela: - A Senhora que é a profissional.
Atualmente, a nossa profissão é a mais desvalorizada no país, e confesso que isto me entristece, pois temos que estar sempre nos atualizando em busca da qualidade do ensino, e geralmente não somos reconhecidos, por este esforço. Muitas vezes temos que trabalhar de 40 a 60 horas semanais para conseguir pagar as contas em dia.
Enfim, somos constantemente enfrentados, desafiados, e as barreiras são inumeras para seguir na profissão, mas quando um professor faz seu trabalho com amor e paixão, ele é capaz de "mover o céu e a terra" pela educação. Desde que assumi o meu cargo, jamais me arrependi de ter escolhido, ou melhor de ter sido escolhida por esta profissão, que considero a mais linda do mundo.
Encerro este post, com esta frase que gosto muito, de autor desconhecido.
Na Educação Infantil, assim como em todas as etapas da formação escolar, a carência afetiva, se torna um grande obstáculo para a aprendizagem. Muito além de educadores, diversas vezes temos que ocupar o lugar e pais e mães.
Fora as dificuldades intelectuais de aprendizagens, que muitas vezes encaminhamos para profissionais especializados, e ou não conseguimos vagas, ou os devidos profissionais não dão o atendimento necessário à criança.
Nesta semana fui chamada ao Centro de Atenção ao Educando, para conversar com a psicologa sobre uma aluna que e havia encaminhado, por ela ter presenciado diversas divergências na sua família. Era visto na conversa, que a profissional iria desligar a aluna do Centro, por achar que ela não precisava de uma atenção especial. Acredito que por ter muitos pacientes para atender, ela não deu a devida importância ao caso, chegando ao extremo de me perguntar: - O que você quer que eu faça, que atitude você quer que eu tenha como psicologa em relação a este caso. E na hora eu só consegui responder para ela: - A Senhora que é a profissional.
Atualmente, a nossa profissão é a mais desvalorizada no país, e confesso que isto me entristece, pois temos que estar sempre nos atualizando em busca da qualidade do ensino, e geralmente não somos reconhecidos, por este esforço. Muitas vezes temos que trabalhar de 40 a 60 horas semanais para conseguir pagar as contas em dia.
Enfim, somos constantemente enfrentados, desafiados, e as barreiras são inumeras para seguir na profissão, mas quando um professor faz seu trabalho com amor e paixão, ele é capaz de "mover o céu e a terra" pela educação. Desde que assumi o meu cargo, jamais me arrependi de ter escolhido, ou melhor de ter sido escolhida por esta profissão, que considero a mais linda do mundo.
Encerro este post, com esta frase que gosto muito, de autor desconhecido.
A Criação da FEBEM - Fundação Casa
Ao ver uma linha do tempo da Educação no Brasil, lembrei-me de um filme que assisti há um tempo atrás, chamado O Contador de Histórias (2009), que fala sobre a criação da FEBEM. O que foi criada inicialmente como uma instituição de ensino, onde o governo militar da época, publicava propagandas incentivando os pais a internarem seus filhos na FEBEM para se tornarem doutores.
Devido ao regime severo da instituição, logo o local se tornou um depósito de crianças e adolescentes infratores.
Acredito que a criação desta fundação, teve uma grande influência na educação dos dias atuais. A educação rígida aplicada pelos militares, nos ensina como não devemos agir em sala de aula. Meus pais ainda receberam este tipo de educação, frequentemente aplicada nas escolas da época, com castigos físicos e psicológicos, o que influenciou diretamente para que eles evadissem a escola tão cedo. Porém nestes tempos, a criança saia da escola, mas ficava sob a responsabilidade da mãe, que geralmente cuidava da casa e dos filhos, e se precisasse trabalhar, como era o caso dos meus avós, os filhos iriam juntos, e geralmente começavam a trabalhar desde muito cedo, e não existia tanta criminalidade.
Hoje em dia várias leis foram criadas para que as nossas crianças não passem mais por isto, mas é muito triste saber que algumas tiveram que passar, para chegar onde estamos hoje. Atualmente quando as crianças abandonam a escola, vários órgãos são acionados para fazer com que ela volte, mas quando ela não volta, geralmente cai na criminalidade, pois não tem ninguém que zele por ele.
Devido ao regime severo da instituição, logo o local se tornou um depósito de crianças e adolescentes infratores.
Acredito que a criação desta fundação, teve uma grande influência na educação dos dias atuais. A educação rígida aplicada pelos militares, nos ensina como não devemos agir em sala de aula. Meus pais ainda receberam este tipo de educação, frequentemente aplicada nas escolas da época, com castigos físicos e psicológicos, o que influenciou diretamente para que eles evadissem a escola tão cedo. Porém nestes tempos, a criança saia da escola, mas ficava sob a responsabilidade da mãe, que geralmente cuidava da casa e dos filhos, e se precisasse trabalhar, como era o caso dos meus avós, os filhos iriam juntos, e geralmente começavam a trabalhar desde muito cedo, e não existia tanta criminalidade.
Hoje em dia várias leis foram criadas para que as nossas crianças não passem mais por isto, mas é muito triste saber que algumas tiveram que passar, para chegar onde estamos hoje. Atualmente quando as crianças abandonam a escola, vários órgãos são acionados para fazer com que ela volte, mas quando ela não volta, geralmente cai na criminalidade, pois não tem ninguém que zele por ele.
Ainda sobre trabalhar com infâncias Diversas
Durante esta semana, iniciei um projeto sobre a diversidade cultural. Após ler a história Menina Bonita do Laço de Fita, meus pequenos deram um show de consciência multicultural.
Quando acabei de contar a história, e expliquei que a menina era "pretinha" por que sua mãe, sua avó e seus familiares eram assim, e a gente é parecido com os nossos parentes. Ao acabar de falar um de meus alunos falou: - Profª Sabia que eu sou parecido com a minha tia! E eu perguntei por que, e ele me respondeu: Porque ela é preta e eu sou preto, assim como a minha mãe e o meu pai! Foi quando eu decidi pegar o celular e gravar ele falando. Segue o vídeo:
Quando acabei de contar a história, e expliquei que a menina era "pretinha" por que sua mãe, sua avó e seus familiares eram assim, e a gente é parecido com os nossos parentes. Ao acabar de falar um de meus alunos falou: - Profª Sabia que eu sou parecido com a minha tia! E eu perguntei por que, e ele me respondeu: Porque ela é preta e eu sou preto, assim como a minha mãe e o meu pai! Foi quando eu decidi pegar o celular e gravar ele falando. Segue o vídeo:
A evolução da Educação ao longo dos tempos
Podemos dizer que o Sistema Educacional Brasileiro, mudou muito ao longo dos tempos. O que iniciou sendo responsabilidade da Igreja, passou pelo governo, e hoje podemos dizer que é obrigação da família. Digo isto, uma vez que as leis criadas pelo nosso governo, obrigam as famílias a manter as crianças em idade escolar, frequentando as instituições de ensino.
O que antes era um ensino rígido e rigoroso, com direito a castigos Físicos e Psicológicos, hoje está bem mais brando. Porém ainda temos um longo caminho a percorrer.
As escolas, principalmente as de Educação Infantil, infelizmente ainda são vistas como um lugar para deixar os filhos enquanto os pais trabalham. A mãe que antes ficava em casa zelando a criança, hoje está saindo cada vez mais cedo em busca do sustento, consequentemente, o bebê entra bem mais cedo na escola, geralmente com 3 ou 4 meses.
Precisamos mudar isto, fazendo com que a família veja na escola um lugar de aprendizagens e novas descobertas, e cabe a nós professores, aproximar a família da escola, fazer com que os pais vejam que as crianças não são somente "depositadas" enquanto eles trabalham.
Para que isto aconteça, é necessário cada vez mais que seja proporcionado encontros e reuniões, além das conversas diárias com os pais.
O que antes era um ensino rígido e rigoroso, com direito a castigos Físicos e Psicológicos, hoje está bem mais brando. Porém ainda temos um longo caminho a percorrer.
As escolas, principalmente as de Educação Infantil, infelizmente ainda são vistas como um lugar para deixar os filhos enquanto os pais trabalham. A mãe que antes ficava em casa zelando a criança, hoje está saindo cada vez mais cedo em busca do sustento, consequentemente, o bebê entra bem mais cedo na escola, geralmente com 3 ou 4 meses.
Precisamos mudar isto, fazendo com que a família veja na escola um lugar de aprendizagens e novas descobertas, e cabe a nós professores, aproximar a família da escola, fazer com que os pais vejam que as crianças não são somente "depositadas" enquanto eles trabalham.
Para que isto aconteça, é necessário cada vez mais que seja proporcionado encontros e reuniões, além das conversas diárias com os pais.
Trabalhando com diversos tipos de infâncias no mesmo ambiente escolar
Com a leitura do texto Maquinaria Escolar, pude pensar no quanto é difícil lidar com as diferentes infâncias que habitam nossa sala de aula, uma vez que a criança é reflexo do meio onde vive.
Por isto é de extrema importância conhecer a realidade destas infâncias, por mais difícil que seja, inteirar a escola com o meio em que as crianças habitam é fundamental.
Em um país de proporções continentais como o nosso, habitado por descendentes de inúmeros tipos de imigrantes, conhecer a realidade e as idéias de cada aluno, não é uma tarefa nada fácil, mas acredito que na Educação Infantil, temos mais caminhos para conseguir isto, já que as crianças desta idade, falam mais sobre sua realidade com mais facilidade.
Abaixo segue uma foto da minha turminha multicultural.
Como professores, geralmente nos deparamos com realidades tristes, e não é nada fácil saber lidar com elas. Na turma com que trabalho, existem casos de pais separados, mãe que rejeitou o filho e o pai está preso, filhos de traficantes, pais que não aceitam auxilio para os seus filhos, mãe que leva a criança no primeiro horário e busca no ultimo (para se livrar do filho, já que não trabalha), entre outros...
E como lidar com estas realidades, que entram em conflito com crianças que tem pais presentes e condições financeiras elevadas, convivendo no mesmo ambiente?
Acredito que como professores, temos que achar meios diferenciados para envolver as crianças na aprendizagem. Isto não é privilegiar alguns, e sim dar oportunidades iguais para que todos atinjam o mesmo nível de conhecimento.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
O que é memória?
Ao ver o pequeno filme Dona Cristina Perdeu a Memória, pude refletir sobre o que é a memória?
Sempre acreditei que memórias, são lembranças que guardamos na cabeça, mas com o filme, pude perceber que tudo que nos faz lembrar de algum evento ou pessoa é também uma memória.
Em sala de aula, sempre procuro aguçar a memória dos meus alunos, fazendo ganchos de histórias com a vida real deles. Por exemplo, se a história fala de um animal de estimação, eu sempre pergunto para eles, se eles tem ou já tiveram algum animalzinho de estimação, qual era o nome dele, o que ele faz, ou fazia.
Sempre acreditei que memórias, são lembranças que guardamos na cabeça, mas com o filme, pude perceber que tudo que nos faz lembrar de algum evento ou pessoa é também uma memória.
Em sala de aula, sempre procuro aguçar a memória dos meus alunos, fazendo ganchos de histórias com a vida real deles. Por exemplo, se a história fala de um animal de estimação, eu sempre pergunto para eles, se eles tem ou já tiveram algum animalzinho de estimação, qual era o nome dele, o que ele faz, ou fazia.
Conhecendo a Interdisciplina Escolarização, Espaço e Tempo na Perspectiva Histórica
Através de uma aula muito produtiva, fomos indagadas pelo Professor Dilmar, com as seguintes perguntas:
Como se constrói um professor?
Como nasce a escola na sociedade?
A escola Nasce para atender o processo de manufatura no campo e na cidade.
E o professor? como nasce ou se constrói?
Sempre acreditei que me formei professora, para realizar o sonho dos meus pais que era de ter uma filha nesta profissão. Mas através das indagações feitas pelo professor, eu entendi, que eu ingressei no curso Normal para fazer a vontade dos meus pais, mas na verdade eu me construí como professora, lecionando, ou seja, em sala de aula eu me apaixonei por esta profissão, e me realizo todos os dias lecionando.
Como se constrói um professor?
Como nasce a escola na sociedade?
A escola Nasce para atender o processo de manufatura no campo e na cidade.
E o professor? como nasce ou se constrói?
Sempre acreditei que me formei professora, para realizar o sonho dos meus pais que era de ter uma filha nesta profissão. Mas através das indagações feitas pelo professor, eu entendi, que eu ingressei no curso Normal para fazer a vontade dos meus pais, mas na verdade eu me construí como professora, lecionando, ou seja, em sala de aula eu me apaixonei por esta profissão, e me realizo todos os dias lecionando.
Assinar:
Postagens (Atom)

