domingo, 27 de novembro de 2016

Filme Doutor Estranho

Meu esposo e eu somos fãs de filmes de ação, e na ultima terça-feira, tivemos que ir em Porto alegre para a realização de alguns exames, e aproveitamos para assistir um filme que estávamos aguardando há muito tempo: DR. Estranho da Marvel.
Confesso que me identifiquei com o personagem principal do filme, não pela sua arrogância, mas sim pela curiosidade e a ânsia pela busca do conhecimento.
DR. Estranho como podemos ver no trailer é um filme de ficção, sem nenhum compromisso com a realidade, mas o PEAD fez com que tudo que eu vivencie relacione com a realidade e com os meus conhecimentos adquiridos.
Neste final de semana também ocorreu a formatura da minha irmã, no curso Técnico em Alimentação Escolar do polo de Santo Antônio da Patrulha. Foi muito emocionante, pois além de estar num momento especial dela, já comecei a sonhar com a minha formatura em Pedagogia pela UFRGS. E que orgulho de falar que eu faço este curso. Muito obrigada a cada um de vocês que fazem parte desta minha busca pelo conhecimento.

Gêmeos Identicos

No domingo passado assisti a seguinte reportagem no Programa Fantástico:
Tenho dois meninos que não são gêmeos idênticos, mas são muito unidos. Um deles é um tanto hiperativo, não para com nada, e o outro adora assistir filmes, porém tem uma certa dificuldade na fala. Sempre disse para as minhas auxiliares, que o menino que possui mais dificuldades só iria para frente, quando separassem os dois, e ambos estudassem em turmas diferentes. Após assistir esta reportagem, fiquei pensando, será que realmente é o melhor para os dois?
Apesar das semelhanças, somos indivíduos únicos no jeito de agir e pensar, e acredito que no caso dos meus alunos, a separação de sala de aula, não seria a melhor opção, uma vez que, um sempre ajuda o outro, tanto nas brincadeiras quanto nas dificuldades.

domingo, 13 de novembro de 2016

Classificação e seriação na Educação Infantil

Quando falamos em matemática, logo pensamos em números, formas, fórmulas... Nunca pensei que classificar objetos seria a iniciação da alfabetização pela matemática. E mais, nunca pensei que este simples exercício, favoreceria a iniciação científica nos alunos.
"A alfabetização matemática é um fenômeno que trata da compreensão, da interpretação e da comunicação dos conteúdos matemáticos ensinados na escola tidos como iniciais para a construção do conhecimento matemático. Ser alfabetizado em matemática, então, é compreender o que se lê e escrever o que se compreende a respeito das primeiras noções de lógica, de aritmética e geometria. Assim, a escrita e a leitura das primeiras ideias matemáticas podem fazer parte do contexto de alfabetização". (Danyluk, 1997, p. 12).
De nada adianta a criança saber escrever um número ou letra e não saber o seu significado. Por isto é tão importante que a alfabetização aconteça não só na leitura, mas também na matemática, fazendo com que os alunos compreendam o que escrevem.
Somos pesquisadores natos, pois a classificação está presente em nosso cotidiano, quando separamos roupas, brinquedos, sapatos... Este processo se inicia desde muito cedo na educação infantil. Percebo isto nos meus alunos de berçário 1, quando vamos guardar os brinquedos, os de maiores já separam as bolinhas em caixas e os brinquedos maiores nos armários. Acredito que é assim através dos exemplos que nós adultos damos, que eles se iniciarão e tomarão gosto pela ciência futuramente.
Referências:
DANYLUK, O. S. Alfabetização Matemática: a escrita da linguagem matemática no processo de alfabetiza- ção. Tese (Doutorado) – Programa de Pós Graduação em Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1997.
No texto Alfabetização matemática

A Matemática na rotina do Maternal 2

É incrível como a matemática está presente no nosso cotidiano. Sempre utilizei a matemática em sala de aula durante a rotina escolar, mesmo sem saber.
Quando os alunos estão guardando os brinquedos, separando-os de acordo com seu tipo (classificação), ou fazendo uma fila de acordo com os tamanhos do menor ao maior (seriação). Mesmo sem saber, eles estão praticando a matemática, e nem eu sabia disto.
Na nossa primeira aula da interdisciplina, jogamos Pif Paf com um baralho maia, e confesso que no inicio foi bastante difícil, mas ao mesmo tempo muito divertido. Para fazer os alunos se apaixonarem pela matemática temos que usar de recursos lúdicos, é nosso dever como educadores, mostrar que a matemática não é chata e sim divertida.
Tive professores maravilhosos de matemática, que fizeram com que me apaixonasse pela disciplina, mas também tive professores que fizeram com que eu odiasse a mesma.
Segundo o texto: Alfabetização matemática nas séries iniciais:
"A classificação é iniciada na educação infantil e retomada nas séries iniciais em níveis diferentes de abordagem. A partir dessa fase de escolarização entramos num processo de elaboração e reelaboração por parte do aluno, desde a captação intuitiva das ideias básicas e sua aplicação a situações problema, até em se tratando da utilização do pensamento lógico."
Por isto a educação infantil é tão importante para a construção da educação. É nela que vamos fazemos os alunos tomar gosto pelas disciplinas que irão conhecer profundamente nos níveis mais elevados da educação.
Referências:
ALFABETIZAÇÃO MATEMÁTICA NAS SÉRIES INICIAIS: O QUE É? COMO FAZER? Edvânia Mª da Silva Lourenço ¹, Vivian Tammy Baiochi¹, Alessandra Carvalho Teixeira
Revista da Universidade Ibirapuera - - Universidade Ibirapuera São Paulo, v. 4, p. 32-39, jul/dez. 2012 

domingo, 30 de outubro de 2016

Falta de presídios ou anos sem investimento na educação???

Um dia após a segunda aula presencial de Representação do Mundo pelos Estudos Socias, nosso estado presencia um episódio no mínimo lamentável: presos dormindo em viaturas por falta de presídios.
Conforme a reportagem do G1, os policiais militares que podiam estar fazendo a segurança das ruas, estavam guarnecendo as viaturas para que os presos não fugissem.
Acredito que isto é resultado de vários anos com pouco investimento na Educação. Durante a aula de terça-feira, o professor Dilmar iniciou a aula lendo um poema sobre a nova lei que tira Filosofia, Artes e Educação Física do Ensino Médio. Em vez de investirem mais na educação, estão cada vez deixando-a mais precária.
Fico pensando o que será do futuro dos meus alunos que hoje estão no Maternal 2 e no Berçário... Se chegarem ao ensino médio, se tornarão cidadãos menos propícios ao pensamento livre (já que não terão filosofia), serão pobres de artes visuais (sem artes) e provavelmente sedentários (pois não terão acesso a Educação Física). E assim me pego pensando, se hoje já faltam presídios, o que será do futuro dos nossos alunos, que na sua maioria vivem em periferias, presenciando tráfico, roubo e mortes em frente as suas casas, e o único acesso a Educação que encontram é na escola?
Com certeza terão que ter muita força de vontade de vencer na vida, e creio que está é uma das nossas missões, fazer com que os alunos desde o berçário amem o meio escolar, despertando o gosto pelo aprender desde cedo.

domingo, 23 de outubro de 2016

O Tempo e o Espaço na concepção escolar

O texto Questões sobre o tempo escolar, me fez repensar algumas aprendizagens dos semestres passados. Questões como a importância do recreio, enfatizada pela interdisciplina de Ludicidade no semestre passado, e como o Projeto Politico Pedagógico que estudamos no primeiro semestre, e a cada vez vejo mais clara a "rede de aprendizagens" do PEAD. Tudo isto influencia na aprendizagem do aluno, e como professores temos que estar sempre abertos a rever conceitos, pois o aluno tem o próprio tempo de aprender.
Infelizmente o tempo do aluno nem sempre é respeitado, pois como professores temos que dar conta de todos os conteúdos a serem desenvolvidos. Na Educação Infantil, isto é mais maleável (uma vez que temos bem menos conteúdos a trabalhar), mas ainda assim, somos "cobradas" a preencher a carga horária do aluno com "trabalhinhos", que os pais possam ver. 
Desde que assumi o concurso em Cidreira sempre dei aulas no turno da manhã. pela primeira vez estou desdobrada no turno da tarde, e a grande vantagem que eu vi nesta oportunidade é o contato com os pais. Quando chego na manhã, a maior parte dos meus alunos já estão na escola, e não consigo conversar com os pais. Já no período da tarde, antes de entregar o aluno, sempre converso com os pais, falo sobre o dia, se o aluno comeu, brincou, qual atividade fizemos... Acredito que esta é a grande vantagem de dar aula no turno da tarde, pela manhã, quando tenho a oportunidade de conversar com os pais é mais para falar sobre o comportamento dos filhos, e os responsáveis geralmente estão apressados para o serviço, dificilmente tenho a oportunidade de relatar o que vamos fazer durante a manhã, e só me intero da realidade das crianças por elas, através da conversa informal na rodinha.
Encerro esta postagem, com o trecho final do texto, que almejo para a nossa realidade escolar:
"O desafio é constituirmos a escola num outro tempo, num tempo da Atualidade, onde o foco no presente nos faria viver cada momento como um acontecimento, sem pretensões de somar o número de aprendizagens para quantificá-la ao final do ano letivo, onde a vivência do processo educacional fosse prazerosa cotidianamente."

Referências: OLIVEIRA, Cristiane et al. Questões sobre o tempo no espaço escolar. Disponível em: <http://www.ufjf.br/espacoeducacao/files/2009/11/cc07_1.pdf> Acesso em 20 set. 2016.



Onde o tempo pedagógico envolva todas as formas de conhecimento para além do conteudismo. Um espaço onde se viva a alegria de aprender a cada momento.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Diferença em ver e olhar

Confesso que nunca havia parado para pensar na diferença entre o ver e o olhar. Olhar é muito fácil, apenas superficial, mas quando vemos, aprendemos com o objeto. Destaco o seguinte trecho do artigo de Castro Giovanni Costella:
"Como forma de afirmar a importância da construção do conhecimento, segundo Jean Piaget (2001), para a Geografia e para o processo de aprendizagem da linguagem cartográfica, nos baseamos na afirmação de que o conhecer não consiste no copiar o real, mas agir sobre ele e transformá-lo, de maneira a compreendê-lo em função dos sistemas de transformações aos quais estão ligadas estas ações. Para conhecer os fenômenos, o sujeito não se limita a descrevê-lo tal como aparecem, mas atua sobre os acontecimentos, de modo a dissociar os fatores, a fazê-los variar e assimilá-los a sistemas de transformações lógico-matemáticas (Piaget: 2001, 15)."
Quando li este trecho do artigo me veio a cabeça uma conversa sobre a praia que tive com os meus alunos do maternal 2, onde uma aluna havia apenas passado pela praia com os pais e outros haviam ido à praia e interagido bastante com ela. Ficou claro para mim que o aprendizado dos que brincaram na praia foi muito maior do que o aprendizado da menina que havia apenas passado pela praia.

Fonte: Castrogiovanni, A. C.; Costella, R. Z., 2012. Brincar e cartografar com os diferentes mundos geográficos: a alfabetização espacial. Porto Alegre: Edipucrs.