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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Carpe Diem - Aproveite o dia

Sim são 4:18 da manhã de sexta para sábado, perdi o sono esperando o meu esposo chegar de um trabalho (ele é técnico de som e opera para algumas bandas da região). Liguei a televisão, (pois nesta semana aconteceu tudo o que podia acontecer, inclusive eu perder meu telefone, e não tinha como ligar para ele), e estava passando na televisão o filme Sociedade dos Poetas Mortos, e me peguei pensando sobre tudo que aconteceu durante está semana. Dentre estes acontecimentos, destaco a minha "despedida" do berçário 1.
Estou muito triste, pois amo cada bebê daqueles como se fosse meu, mas não podia prosseguir vendo coisas que eu não concordava, e então desisti do desdobramento. Não tenho vergonha de dizer que desisti, pois levei meus princípios até o fim, lutando para o bem estar daquelas crianças como se fossem meus filhos.
Mas voltando ao filme, uma das cenas iniciais mostra o pai de um dos alunos, cobrando que ele saia da redação do jornal da escola, pois devia dedicar-se integralmente aos estudos para que um dia se tornasse médico. Como já mencionei diversas vezes por aqui, ingressei no magistério para realizar o sonho dos meus pais em ter uma filha formada professora. Tenho viva na minha memória o dia em que minha mãe saiu muito cedo da manhã, para tentar conseguir uma vaga pra mim no curso de Magistério do Instituto Estadual de Educação Barão de Tramandaí. Meu pai, que na época trabalhava fazendo fretes de carroça, não dormiu até que minha mãe chegasse em casa, pois se ela não conseguisse uma vaga para mim na escola pública, teria que dar um jeito de pagar uma escola particular e naquela época não seria nada fácil, uma vez que eu trabalhava com a minha mãe num quiosque no verão, para ajudar meu pai a sustentar a casa no inverno.
Ao contrário do pai do filme que exigia que o filho seguisse a profissão de médico, meus pais nunca me forçaram a nada, queriam muito que eu saísse com uma profissão do segundo grau, mas respeitavam quando na época eu dizia que iria fazer faculdade de computação, pois desde pequena, eles se desdobraram para pagar cursos para mim, e aquilo se tornará uma paixão.
Como muitos sabem também, me descobri professora em sala de aula, e me apaixonei pela profissão no estágio final.
Hoje mais uma vez quero agradecer aos meus pais por terem este sonho, e por me ensinarem princípios indispensáveis na vida.
Desta semana tão conturbada, tiro a seguinte lição: Carpe Diem - Aproveite o dia! Aproveite cada dia da sua vida intensamente, assim como vivi cada segundo ao lado dos meus bebês. 
Em uma certa cena do filme, o ator Robin Willians, interpretando o professor inspirador do filme, diz: A vida só existe com sonhos. E concordo plenamente com isto, pois se não fosse o sonho dos meus pais não seria a profissional apaixonada que sou hoje.
Não sei se usarei esta postagem na minha síntese do semestre, mas precisava expressar os meus sentimentos ao assistir Sociedade dos Poetas Mortos (1989) pela segunda vez.
Referências:
SOCIEDADE dos poetas mortos. Direção Peter Weir. Produção: Steven Haft. Interprete: Robin Williams. Música: Maurice Jarre. Produzido por Buena Vista Home Entertainment; Tochstone Home Entertainment. DVD (129 min), Wisdescreen, son., color, NTSC, 1989.

domingo, 27 de novembro de 2016

Filme Doutor Estranho

Meu esposo e eu somos fãs de filmes de ação, e na ultima terça-feira, tivemos que ir em Porto alegre para a realização de alguns exames, e aproveitamos para assistir um filme que estávamos aguardando há muito tempo: DR. Estranho da Marvel.
Confesso que me identifiquei com o personagem principal do filme, não pela sua arrogância, mas sim pela curiosidade e a ânsia pela busca do conhecimento.
DR. Estranho como podemos ver no trailer é um filme de ficção, sem nenhum compromisso com a realidade, mas o PEAD fez com que tudo que eu vivencie relacione com a realidade e com os meus conhecimentos adquiridos.
Neste final de semana também ocorreu a formatura da minha irmã, no curso Técnico em Alimentação Escolar do polo de Santo Antônio da Patrulha. Foi muito emocionante, pois além de estar num momento especial dela, já comecei a sonhar com a minha formatura em Pedagogia pela UFRGS. E que orgulho de falar que eu faço este curso. Muito obrigada a cada um de vocês que fazem parte desta minha busca pelo conhecimento.

domingo, 23 de outubro de 2016

O Tempo e o Espaço na concepção escolar

O texto Questões sobre o tempo escolar, me fez repensar algumas aprendizagens dos semestres passados. Questões como a importância do recreio, enfatizada pela interdisciplina de Ludicidade no semestre passado, e como o Projeto Politico Pedagógico que estudamos no primeiro semestre, e a cada vez vejo mais clara a "rede de aprendizagens" do PEAD. Tudo isto influencia na aprendizagem do aluno, e como professores temos que estar sempre abertos a rever conceitos, pois o aluno tem o próprio tempo de aprender.
Infelizmente o tempo do aluno nem sempre é respeitado, pois como professores temos que dar conta de todos os conteúdos a serem desenvolvidos. Na Educação Infantil, isto é mais maleável (uma vez que temos bem menos conteúdos a trabalhar), mas ainda assim, somos "cobradas" a preencher a carga horária do aluno com "trabalhinhos", que os pais possam ver. 
Desde que assumi o concurso em Cidreira sempre dei aulas no turno da manhã. pela primeira vez estou desdobrada no turno da tarde, e a grande vantagem que eu vi nesta oportunidade é o contato com os pais. Quando chego na manhã, a maior parte dos meus alunos já estão na escola, e não consigo conversar com os pais. Já no período da tarde, antes de entregar o aluno, sempre converso com os pais, falo sobre o dia, se o aluno comeu, brincou, qual atividade fizemos... Acredito que esta é a grande vantagem de dar aula no turno da tarde, pela manhã, quando tenho a oportunidade de conversar com os pais é mais para falar sobre o comportamento dos filhos, e os responsáveis geralmente estão apressados para o serviço, dificilmente tenho a oportunidade de relatar o que vamos fazer durante a manhã, e só me intero da realidade das crianças por elas, através da conversa informal na rodinha.
Encerro esta postagem, com o trecho final do texto, que almejo para a nossa realidade escolar:
"O desafio é constituirmos a escola num outro tempo, num tempo da Atualidade, onde o foco no presente nos faria viver cada momento como um acontecimento, sem pretensões de somar o número de aprendizagens para quantificá-la ao final do ano letivo, onde a vivência do processo educacional fosse prazerosa cotidianamente."

Referências: OLIVEIRA, Cristiane et al. Questões sobre o tempo no espaço escolar. Disponível em: <http://www.ufjf.br/espacoeducacao/files/2009/11/cc07_1.pdf> Acesso em 20 set. 2016.



Onde o tempo pedagógico envolva todas as formas de conhecimento para além do conteudismo. Um espaço onde se viva a alegria de aprender a cada momento.

domingo, 16 de outubro de 2016

Rubem Alves: O Professor dos Espantos

Nunca tinha tido a oportunidade de assistir o autor. Sempre li frases dele, alguns textos, mas nunca tinha o visto falar. Neste documentário pude me encantar com Rubem Alves.
Quando ouvia falar no escritor, logo pensava em uma pessoa bastante formal, superior, mas isto definitivamente não definia Rubem Alves. 
Pessoa alegre em compartilhar o conhecimento, e nem o mal de parkson o parou. 
Dentre todos os conhecimentos que ele partilha conosco neste documentário destaco o seguinte:
"Vivi muito tempo no mundo acadêmico. O Mundo acadêmico é um lugar perigoso, dá medo...É muito dificil viver na universidade e cultivar os próprios pensamentos. É muito mais seguro ficar moendo os pensamentos dos outros!"
Acho que este pensamento define o que estamos vivendo. Todos os dias somos instigados a pensar e viver novas experiências. Experiências estas que são revividas com os alunos, nos transformando todos os dias em seres pensantes. Em todas as atividades somos instigados a pensar e evoluir como professores, e assim somos estimulados a sair da "gaiola" e "alçar" vôos mais altos. 
Estes vôos eu tento fazer com que meus alunos alcem também. Um exemplo disto foi no ultimo dia 2
de outubro quando participei das eleições municipais como mesária, e fiz questão de levar o boletim de urna, no dia seguinte para que os meus alunos do maternal  2 manuseassem. A aula foi muito produtiva, pois perguntei para os alunos o porquê na noite anterior teve uma grande festa com carros buzinando e foguetes explodindo no céu e a maioria não sabia, mas fui instigando-os até que alguns falaram que tinham ido votar com os pais no dia anterior, então expliquei para eles que na maquina que os pais votaram saiu um papel como aquele, onde mostrava o candidato mais votado. A conversa rendeu uma votação e "elegemos" um prefeito e três vereadores na turma. Foi o primeiro contato que estes pequenos tiveram com a democracia, e pela primeira vez puderam votar e serem votados.

Lista de reprodução "Estante de Vídeos & Áudio-Livros" do canal Youtube CarlosAlbertoDidier.
RUBEM Azevedo ALVES (Boa Esperança, 15 de setembro de 1933 — Campinas, 19 de julho de 2014) 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Construindo o conhecimento

Há um tempo atrás, fiz uma publicação no nosso grupo no Facebook, hoje este filme apareceu novamente na minha linha do tempo e comecei a refletir sobre o quanto ele descreve o nosso curso.
Este vídeo é um trecho do curta metragem português Caritas "uma família humana, Alimentar para todos", nele cada personagem possui uma colher com um cabo muito grande e é impossível alimentar a si próprio com ela. Eles brigam, chegam a quebrar o cabo de uma das colheres, para tentar alimentar-se, mas só conseguem comer quando veem que com a colher é impossível alimentar a si próprio, mas conseguem alimentar uns aos outros. Este é o nosso grande objetivo, aprender uns com os outros, "alimentando-se" do conhecimento dos colegas e auxiliando também os colegas na construção do conhecimento. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Enriquecendo o trabalho das colegas

Nem sempre é fácil "criticar" um trabalho de um companheiro de estudos. No inicio do curso, tínhamos bastante receio em fazer isto e ser mal interpretadas pelas colegas. Mas hoje entendemos, que todo comentário está ali para ajudar a agregar conhecimentos aos textos. Segundo  as palavras do professor Crediné, o Seminário Integrador existe no nosso curso para criar uma rede de conhecimentos, onde uma colega ajuda a outra, fazendo assim uma "Arquitetura Pedagógica", .
Segundo Bertrand Russel (1872 - 1970):
"É importante aprender a não se aborrecer com opiniões diferentes das suas, mas dispor-se a trabalhar para entender como elas surgiram. Se depois de entendê-las ainda lhe parecerem falsas, então poderá combate-las com mais eficiência do que se você tivesse se mantido simplesmente chocado."
Estamos todas no mesmo barco, e temos o dever de ajudar umas as outras, aprendendo com as experiências umas das outras. Posso citar como exemplo disto, as experiências que vi no ultimo Workshop de aprendizagens, de colegas que lecionam com séries iniciais ou até mesmo com disciplinas específicas. Pude perceber que muitas práticas que elas usam com os alunos maiores, podem ser adaptadas e utilizadas com os meus alunos da educação infantil. Infelizmente, no ultimo semestre não consegui me organizar para visitar todos os blogs e aprender com as minhas colegas durante o semestre, mas com certeza agora farei isto. 
Por isto é fundamental mantermos o portifólio de aprendizagens atualizado, para que o nosso aprendizado seja contínuo e não apenas no workshop de aprendizagens. Este é o grande objetivo do blog, fazer a avaliação do conhecimento durante a aprendizagem, para que juntas possamos agregar conhecimentos e saber onde podemos avançar.

Aprendendo a "conversar com os autores"

Na nossa segunda aula, aprendemos um pouco sobre o que é conversar com o autor. Mas o que seria esta conversa? É concordar ou não concordar com o que o autor diz, expondo argumentos baseados na realidade escolar.
Um trecho do discurso do professor Crediné me chamou a atenção, onde ele nos expôs como exemplo Piaget, que mesmo diante de todo o conhecimento que ele tinha, em seus livros sempre citava outros autores para embasar suas pesquisas e os conhecimentos ali apresentados. Assim sendo, como poderemos comprovar as nossas aprendizagens sem embasamento teórico?
Segundo o próprio Piaget (1896 - 1980):
 "O conhecimento não pode ser uma cópia, visto que é sempre uma relação entre objeto e sujeito” . Assim sendo, não basta copiar os pensamentos dos autores, temos que interagir com estes conhecimentos e apresentando o nosso ponto de vista, de acordo com as nossas vivências pedagógicas. 


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Iniciando o 4º Semestre

Então começamos mais um semestre... E já no nosso primeiro encontro, voltamos a discutir a importância do Portfófio de Aprendizagens e como ele nos ajuda na busca pelo conhecimento.
Um fato que aconteceu na apresentação do Workshop de aprendizagens do terceiro semestre, norteou as discussões: A citações de autores, pois foi sugerido por uma das professoras que fizéssemos citações durante a apresentação.
 Confesso que após a apresentação da síntese, em uma conversa com uma colega, tanto eu quanto ela estranhamos a sugestão, pois o que fazíamos até então, era relacionar o conteúdo aprendido com a realidade que vivenciamos na prática. Havia o conhecimento adquirido, mas deixávamos a desejar quanto a citação de autores. Até que comentamos esta nossa aflição com uma outra amiga que já concluiu a sua graduação, e ela nos disse que tínhamos que "conversar com os autores". Isto me chamou bastante a atenção, e levei esta conversa para a sala de aula. O professor então ressaltou a importância de fazermos citações, pois não basta escrevermos por escrever, temos que ter a opnião de outros autores para sustentar o conhecimento.
Em uma breve pesquisa sobre a importância das citações, achei um texto no Blog Tecmundo que achei muito interessante que fala sobre a importância das citações, disponível em: http://www.tecmundo.com.br/tutorial/834-aprenda-a-usar-as-normas-da-abnt-citacao-2-de-4-.htm#ixzz2XROiu8MM. Segundo Gabriel Xavier "Assim como já diria Armando Nogueira: “Copiar o bom é melhor que inventar o ruim”, em todo o tipo de trabalho ou criação de projetos, acabamos copiando ou emprestando parte do conhecimento de outras pessoas. Entretanto, isso não ocorre porque não tivemos a capacidade de pensar em algo do gênero antes, mas sim porque existem fontes que realmente servem como base para desenvolver um trabalho, e, conseqüentemente, devem ser usadas e consultadas." Estamos na faculdade para aprender, e temos diversos autores disponíveis para embasar os nossos conhecimentos e temos a obrigação de ir em busca de outras fontes para sustentar as nossas aprendizagens. 
tenho certeza de que as próximas postagens terão muito mais "conversas com os autores".