sábado, 4 de agosto de 2018

Inovação Tecnologica x Aulas tradicionais

Então você possui o melhor computador para planejar as aulas, a melhor impressora, uma internet super rápida, e utiliza para planejar o quê? Folhinhas que os alunos irão apenas pintar para passar o tempo.
Parece piada, mas é isto que acontece geralmente nas Escolas de Educação Infantis, as professoras pensam muito em trabalhos feitos em folhinhas, e esquecem de como a internet está cheia de boas idéias construtivas, onde as crianças aprenderão com muito mais prazer.
Segundo Shelmer (2006, p. 38):
"É preciso saber identificar quais são as metodologias que nos permitem tirar o máximo de proveito das TDs em relação ao desenvolvimento humano, ou seja, elas precisam propiciar a constituição de redes de comunicação nas quais as diferenças sejam respeitadas e valorizadas; os conhecimentos sejam compartilhados e construídos cooperativamente; a aprendizagem seja entendida como um processo ativo, construtivo, colaborativo, cooperativo e auto-regulador."
Assim sendo, de nada adianta termos os melhores recursos tecnológicos se não soubermos aproveitá-los.

Avaliação: Qual a melhor forma?

Chegamos ao final do semestre e chega então a hora de avaliar o trabalho desenvolvido com os alunos. Na minha turma de Pré B, entro quase todos os dias, não tenho hora Planejamento pois estou desdobrada na minha função, e para fazer os pareceres descritivos destes alunos tive muita facilidade.
Confesso que ter hora planejamento é muito bom, mas o fato de estar ativamente presente todos os dias em sala de aula, auxilia muito na avaliação na Educação Infantil, uma vez que está é feita continuamente, através dos trabalhos desenvolvidos.
Na charge acima, vemos um senhor avaliando diferentes animais. Se fosse dada a mesma prova para todos fazerem com certeza alguns se sairiam melhores que os outros, pois possuem habilidades diferentes. Assim é na avaliação contínua: o aluno é observado conforme suas habilidades, dando equidade de condições para que todos tenham um bom desempenho.

Como ter alunos critícos, aceitando trabalhar como o governo exige

Atualmente no município onde trabalho a SMEC implantou o uso de "cartilhas" do Sistema de Ensino Positivo, para ser trabalhado nas turmas de Pré Escola Nível B.
Este material é totalmente fora da realidade dos alunos, e em nenhum momento nos foi perguntado o que achávamos de tal material.
Confesso que como professora desdobrada no turno ta tarde sinto medo de reclamar e acabar perdendo a minha vaga, mas ao mesmo tempo vejo que é impossível trabalhar e obter sucesso utilizando este material.
Segundo Becker (P.11):
" Em nossas pesquisas, ou em observações informais, detectamos o seguinte comportamento: professores que participavam de greves do magistério público estadual ou federal, como “militantes progressistas”, mostrando compreensão - a nível macro - do que acontecia na economia e na política, ao retornar à sala de aula (nível micro), após o término da greve, voltavam a ser professores plenamente sintonizados com o modelo A. Sua crítica sociológica, freqüentemente lúcida, exercida, via de regra, segundo parâmetros marxistas, mostrava-se incapaz de atingir sua ação docente (prática); também não atingia seu modelo pedagógico (teoria)."
Assim sendo é preciso que a nossa classe lembre-se que não é só na rua que precisamos ser critícos, esta atitude deve estar presente em sala de aula com os nossos alunos.

Planejar é preciso...

Atualmente trabalho com duas turmas de pré escola, uma nível A e a outra nível B. Geralmente busco planejar as aulas para a semana de acordo com os meus planejamentos na escola. Pórém, quando se trata da Educação Infantil, isto nem sempre dá certo.
Na minha turma da manhã, canso de chamar o meu auxiliar para buscar atividades que estejam de acordo com  a realidade das crianças, pois além dele estar há mais tempo com os alunos, está sempre disposto a ajudar.
Segundo Rodrigues (p. 2) nos diz:
"Em outras palavras, "planejamento é processo constante através do qual a preparação, a realização e o acompanhamento se fundem, são indissociáveis". Ao revisarmos uma ação realizada, estamos prepa­rando uma nova ação num processo contínuo e ininterrupto."
Assim sendo, acredito que o planejamento vai muito além do que está escrito no diário, está presente até mesmo após a aula ser executada.
Referências:

 Planejamento: em busca de caminhos 

Maria Bernadette Castro Rodrigues1

terça-feira, 10 de abril de 2018

Segundo o texto A Metodologia tem História (p.2):
"O realismo do ensino: A aprendizagem deve começar, segundo Comênio, a partir dos sentidos, da percepção, da experiência do aluno, e não a partir de teorias abstratas."
Trabalho com o projeto Maleta Viajante, onde os alunos podem escolher um livro para que a família faça a leitura durante o final de semana. Nesta semana a aluna que levou a maleta, optou por levar o Livro A Felicidade das Borboletas, que fala de uma bailarina cega desde o nascimento.
Por coincidência, a avó da menina também possui esta deficiência, e o seu pai te, perda de visão. A experiência relatada pela família no diário, foi emocionante e com certeza não será esquecida. Apesar de não ter sido proposital, uma vez que a menina escolheu o livro a ser lido, a aprendizagem se deu a partir de uma experiência vivida diariamente com a aluna, tanto que ao recontar a história para os colegas ela relatou: "A bailarina enxerga com as mãos e com o coração assim como a minha vovó!"

Quais "marcas" eu quero deixar nos meus alunos?

Na Charge de Luis Fernando Veríssimo, vimos o quanto um professor pode ser marcante na vida de um aluno, tanto que mesmo com o passar dos anos, o educando, agora já adulto, não esquece de caracteristicas da Docente.
O título da postagem pode assustar um pouco é verdade, mas com o inicio das atividades da Interdisciplica Didática, Planejamento e Avaliação, não pude deixar de compartilhar o meu maior desejo: Fazer com que os Meus alunos se apaixonem pelos livros! Esta com certeza é a marca que eu quero deixar neles, e nesta semana, fui surpreendida pela seguinte cena:

Não sei se eles lembrarão de mim com tantas referências, mas se a paixão por livros persistir, com certeza terei cumprido o meu maior objetivo como professora.

domingo, 1 de abril de 2018

Iniciando o Eixo VII

Hoje quando acordei, recebi um vídeo de um amigo, onde ele era chamado para a sua formatura ao som da Música Guri, de César Passarinho. Não podia perder a oportunidade de iniciar as minhas publicações do Eixo VII, com a letra desta melodia.

"Das roupas velhas, do pai, queria que a mãe fizesse Uma mala de garupa, uma bombacha e me desse Queria boinas alpargatas e um cachorro companheiro Pra lhe ajudar a botar as vacas, no meu petisso sogueiro. Ei de ter uma tabuada, e o meu livro queres ler, vou aprender A fazer contas e algum bilhete escrever, pra que a filha do seu bento Saiba Que ela é meu bem querer, e se nao for por escrito, eu nao me animo a dizer E se nao for por escrito, eu nao me animo a dizer Quero Gaita de oito baxo, pra ver o ronco que sai, botas feitio do alegrete E espora do ibirocai, lenço vermelho e guaiacas, compradas lá no uruguai E é pra que diga quando eu passe, saiu igualzito ao pai, pra que me digam quando eu passe, saiu igualzito ao pai. E se deus nao achar muito, tanta coisa que eu pedi, nao deixa que eu Me separe desse rancho onde nasci, nem me desperte tao cedo Do meu sonho de guri E de lambuja permita, que eu nunca saia daqui E de lambuja permita, que eu nunca saia daqui." César Passarinho

Você que está lendo agora, deve estar pensando, mas o que esta música tem haver com o PEAD?
Para mim tudo! Pois ela retrata o sonho do filho em ser igual ao seu pai, e como já citei outras vezes, se hoje sou uma professora apaixonada e realizada com a minha profissão, devo aos meus pais, que um dia sonharam em ter uma filha professora, e trabalharam muito para que isto se realizasse. Meu pai fazendo fretes em uma carroça, e minha mãe vendendo milhos na beira da praia, onde comecei a trabalhar com 11 anos de idade. Durante o verão neste quiosque a beira mar, conseguíamos o sustento para passar o inverno, lembro-me como se fosse hoje, quando eu fazia o magistério, haviam muitos trabalhos que exigiam materiais caros e por muitas vezes meu pai me dava o único dinheiro que ele havia ganhado no dia para que eu pudesse adquirir o que precisava e assim concluir as tarefas.
Sim meus pais são meus exemplos de vida, como o autor da música, me espelho neles para ser quem eu sou. Durante este ano, minha vida mudou muito, e mais uma vez pude contar com o apoio incondicional dos meus pais, que passaram por cima de pensamentos antigos que tinham, para mais uma vez serem meu alicerce.
No ano passado já havia recitado está música em forma de história para os meus alunos, e quando assisti meu amigo recebendo o seu diploma com esta trilha sonora, a emoção tomou conta de mim, me imaginei daqui há um ano e meio tendo esta oportunidade também... Meu sonho hoje é poder ter meus pais ao meu lado neste momento, sei que não poderão estar comigo na cerimônia, uma vez que meu pai é acamado e depende da minha mãe para tudo, mas quero que eles estejam com vida para ver a filha que eles sonharam um dia ser professora, enfim venceu e recebeu um diploma da UFRGS.