segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Diferença em ver e olhar

Confesso que nunca havia parado para pensar na diferença entre o ver e o olhar. Olhar é muito fácil, apenas superficial, mas quando vemos, aprendemos com o objeto. Destaco o seguinte trecho do artigo de Castro Giovanni Costella:
"Como forma de afirmar a importância da construção do conhecimento, segundo Jean Piaget (2001), para a Geografia e para o processo de aprendizagem da linguagem cartográfica, nos baseamos na afirmação de que o conhecer não consiste no copiar o real, mas agir sobre ele e transformá-lo, de maneira a compreendê-lo em função dos sistemas de transformações aos quais estão ligadas estas ações. Para conhecer os fenômenos, o sujeito não se limita a descrevê-lo tal como aparecem, mas atua sobre os acontecimentos, de modo a dissociar os fatores, a fazê-los variar e assimilá-los a sistemas de transformações lógico-matemáticas (Piaget: 2001, 15)."
Quando li este trecho do artigo me veio a cabeça uma conversa sobre a praia que tive com os meus alunos do maternal 2, onde uma aluna havia apenas passado pela praia com os pais e outros haviam ido à praia e interagido bastante com ela. Ficou claro para mim que o aprendizado dos que brincaram na praia foi muito maior do que o aprendizado da menina que havia apenas passado pela praia.

Fonte: Castrogiovanni, A. C.; Costella, R. Z., 2012. Brincar e cartografar com os diferentes mundos geográficos: a alfabetização espacial. Porto Alegre: Edipucrs.  

15 de Outubro: Dia dos professores

No último sábado, comemoramos o dia dos Professores. E neste ano decidi comemorar de uma forma diferente. Descrevi um pouco da minha caminhada docente em uma rede social (facebook) agradecendo cada pessoa que fez parte dela, desde os meus pais, (pois como muitos sabem ingressei no magistério para realizar o sonho deles em ter uma filha professora),  passando por colegas de sala de aula, ex-alunos do estágio (que agora são meus amigos) escolas em que atuei, o ingresso no PEAD, tudo isto fez a professora que sou hoje, e tive a oportunidade de me emocionar com cada resposta a minha publicação, mas uma em especial me tirou lágrimas, era da professora que foi a titular no meu estágio e dizia o seguinte: - Querida Lucimar...minha estagiária inesquecível...teus pais tinham razão...tens o dom de encantar as crianças...Felicidades!
Foi por incentivo dos meus pais que ingressei no magistério, mas me descobri professora em sala de aula, pois é onde se faz um professor, ocupando o espaço na comunidade escolar e no coração das crianças.

domingo, 16 de outubro de 2016

Rubem Alves: O Professor dos Espantos

Nunca tinha tido a oportunidade de assistir o autor. Sempre li frases dele, alguns textos, mas nunca tinha o visto falar. Neste documentário pude me encantar com Rubem Alves.
Quando ouvia falar no escritor, logo pensava em uma pessoa bastante formal, superior, mas isto definitivamente não definia Rubem Alves. 
Pessoa alegre em compartilhar o conhecimento, e nem o mal de parkson o parou. 
Dentre todos os conhecimentos que ele partilha conosco neste documentário destaco o seguinte:
"Vivi muito tempo no mundo acadêmico. O Mundo acadêmico é um lugar perigoso, dá medo...É muito dificil viver na universidade e cultivar os próprios pensamentos. É muito mais seguro ficar moendo os pensamentos dos outros!"
Acho que este pensamento define o que estamos vivendo. Todos os dias somos instigados a pensar e viver novas experiências. Experiências estas que são revividas com os alunos, nos transformando todos os dias em seres pensantes. Em todas as atividades somos instigados a pensar e evoluir como professores, e assim somos estimulados a sair da "gaiola" e "alçar" vôos mais altos. 
Estes vôos eu tento fazer com que meus alunos alcem também. Um exemplo disto foi no ultimo dia 2
de outubro quando participei das eleições municipais como mesária, e fiz questão de levar o boletim de urna, no dia seguinte para que os meus alunos do maternal  2 manuseassem. A aula foi muito produtiva, pois perguntei para os alunos o porquê na noite anterior teve uma grande festa com carros buzinando e foguetes explodindo no céu e a maioria não sabia, mas fui instigando-os até que alguns falaram que tinham ido votar com os pais no dia anterior, então expliquei para eles que na maquina que os pais votaram saiu um papel como aquele, onde mostrava o candidato mais votado. A conversa rendeu uma votação e "elegemos" um prefeito e três vereadores na turma. Foi o primeiro contato que estes pequenos tiveram com a democracia, e pela primeira vez puderam votar e serem votados.

Lista de reprodução "Estante de Vídeos & Áudio-Livros" do canal Youtube CarlosAlbertoDidier.
RUBEM Azevedo ALVES (Boa Esperança, 15 de setembro de 1933 — Campinas, 19 de julho de 2014) 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Construindo o conhecimento

Há um tempo atrás, fiz uma publicação no nosso grupo no Facebook, hoje este filme apareceu novamente na minha linha do tempo e comecei a refletir sobre o quanto ele descreve o nosso curso.
Este vídeo é um trecho do curta metragem português Caritas "uma família humana, Alimentar para todos", nele cada personagem possui uma colher com um cabo muito grande e é impossível alimentar a si próprio com ela. Eles brigam, chegam a quebrar o cabo de uma das colheres, para tentar alimentar-se, mas só conseguem comer quando veem que com a colher é impossível alimentar a si próprio, mas conseguem alimentar uns aos outros. Este é o nosso grande objetivo, aprender uns com os outros, "alimentando-se" do conhecimento dos colegas e auxiliando também os colegas na construção do conhecimento. 

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Enriquecendo o trabalho das colegas

Nem sempre é fácil "criticar" um trabalho de um companheiro de estudos. No inicio do curso, tínhamos bastante receio em fazer isto e ser mal interpretadas pelas colegas. Mas hoje entendemos, que todo comentário está ali para ajudar a agregar conhecimentos aos textos. Segundo  as palavras do professor Crediné, o Seminário Integrador existe no nosso curso para criar uma rede de conhecimentos, onde uma colega ajuda a outra, fazendo assim uma "Arquitetura Pedagógica", .
Segundo Bertrand Russel (1872 - 1970):
"É importante aprender a não se aborrecer com opiniões diferentes das suas, mas dispor-se a trabalhar para entender como elas surgiram. Se depois de entendê-las ainda lhe parecerem falsas, então poderá combate-las com mais eficiência do que se você tivesse se mantido simplesmente chocado."
Estamos todas no mesmo barco, e temos o dever de ajudar umas as outras, aprendendo com as experiências umas das outras. Posso citar como exemplo disto, as experiências que vi no ultimo Workshop de aprendizagens, de colegas que lecionam com séries iniciais ou até mesmo com disciplinas específicas. Pude perceber que muitas práticas que elas usam com os alunos maiores, podem ser adaptadas e utilizadas com os meus alunos da educação infantil. Infelizmente, no ultimo semestre não consegui me organizar para visitar todos os blogs e aprender com as minhas colegas durante o semestre, mas com certeza agora farei isto. 
Por isto é fundamental mantermos o portifólio de aprendizagens atualizado, para que o nosso aprendizado seja contínuo e não apenas no workshop de aprendizagens. Este é o grande objetivo do blog, fazer a avaliação do conhecimento durante a aprendizagem, para que juntas possamos agregar conhecimentos e saber onde podemos avançar.

Aprendendo a "conversar com os autores"

Na nossa segunda aula, aprendemos um pouco sobre o que é conversar com o autor. Mas o que seria esta conversa? É concordar ou não concordar com o que o autor diz, expondo argumentos baseados na realidade escolar.
Um trecho do discurso do professor Crediné me chamou a atenção, onde ele nos expôs como exemplo Piaget, que mesmo diante de todo o conhecimento que ele tinha, em seus livros sempre citava outros autores para embasar suas pesquisas e os conhecimentos ali apresentados. Assim sendo, como poderemos comprovar as nossas aprendizagens sem embasamento teórico?
Segundo o próprio Piaget (1896 - 1980):
 "O conhecimento não pode ser uma cópia, visto que é sempre uma relação entre objeto e sujeito” . Assim sendo, não basta copiar os pensamentos dos autores, temos que interagir com estes conhecimentos e apresentando o nosso ponto de vista, de acordo com as nossas vivências pedagógicas. 


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Iniciando o 4º Semestre

Então começamos mais um semestre... E já no nosso primeiro encontro, voltamos a discutir a importância do Portfófio de Aprendizagens e como ele nos ajuda na busca pelo conhecimento.
Um fato que aconteceu na apresentação do Workshop de aprendizagens do terceiro semestre, norteou as discussões: A citações de autores, pois foi sugerido por uma das professoras que fizéssemos citações durante a apresentação.
 Confesso que após a apresentação da síntese, em uma conversa com uma colega, tanto eu quanto ela estranhamos a sugestão, pois o que fazíamos até então, era relacionar o conteúdo aprendido com a realidade que vivenciamos na prática. Havia o conhecimento adquirido, mas deixávamos a desejar quanto a citação de autores. Até que comentamos esta nossa aflição com uma outra amiga que já concluiu a sua graduação, e ela nos disse que tínhamos que "conversar com os autores". Isto me chamou bastante a atenção, e levei esta conversa para a sala de aula. O professor então ressaltou a importância de fazermos citações, pois não basta escrevermos por escrever, temos que ter a opnião de outros autores para sustentar o conhecimento.
Em uma breve pesquisa sobre a importância das citações, achei um texto no Blog Tecmundo que achei muito interessante que fala sobre a importância das citações, disponível em: http://www.tecmundo.com.br/tutorial/834-aprenda-a-usar-as-normas-da-abnt-citacao-2-de-4-.htm#ixzz2XROiu8MM. Segundo Gabriel Xavier "Assim como já diria Armando Nogueira: “Copiar o bom é melhor que inventar o ruim”, em todo o tipo de trabalho ou criação de projetos, acabamos copiando ou emprestando parte do conhecimento de outras pessoas. Entretanto, isso não ocorre porque não tivemos a capacidade de pensar em algo do gênero antes, mas sim porque existem fontes que realmente servem como base para desenvolver um trabalho, e, conseqüentemente, devem ser usadas e consultadas." Estamos na faculdade para aprender, e temos diversos autores disponíveis para embasar os nossos conhecimentos e temos a obrigação de ir em busca de outras fontes para sustentar as nossas aprendizagens. 
tenho certeza de que as próximas postagens terão muito mais "conversas com os autores".