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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Estádios e não Estágios de Desenvolvimento Cognitivo

Sempre que me deparava com este termo: Estádios de Desenvolvimento Cognitivo, ficava pensando, mas tem algo de errado aí, o correto não seroa Estágios?
Ao começar a ler o texto: Estádios do Desenvolvimento, me deparei com a seguinte explicação:
"A palavra “estágio” denota uma experiência à qual nos submetemos para atingir algum patamar de aprendizagem que não temos até o momento. Acontece que a criança que se encontra num determinado estádio de desenvolvimento não está minimamente preocupada com o estádio seguinte. Não se trata, pois de estágio, mas de estádio (stadium, do latim, “designa uma unidade de comprimento (600 pés) e por extensão, um terreno cuja dimensão foi especialmente adaptada aos esportes” [http://tecfa.unige.])."
Os autores Marques e Becker explicam claramente a expressão. e como num piscar de olhos, pude perceber a diferença não só entre os termos, mas entre o desenvolvimento de nós adultos e das crianças.
Enquanto as crianças se desenvolvem sem intenção de progredir para o próximo estádio, nós adultos estamos sempre em busca do que virá depois, por vezes até esquecendo de viver o agora. Quando não se está trabalhando, procurá-se um emprego para evoluir, se não possui uma casa, trabalhamos para conquistá-la, por vezes quando conseguimos queremos sempre mais... Muitas vezes não nos damos conta de quanto tempo perdemos buscando o melhor, mas será que o melhor não está nesta busca?
Acredito que sim, e temos que dar mais valor para o hoje, pois o ontem já passou e o amanhã, será que teremos condições de vivê-lo?
Vamos buscar nossa essência de criança, vivendo o hoje, sem preocupações com o que está por vir.

Trabalhando como investigadoras

Fazer o trabalho que envolvia o método piagetiano clinico, foi deveras difícil, pois ter que testar a criança sem poder auxiliá-la me causou certa agomia.
Segundo Piaget, Citado por Becker (Pag. 3):
"De acordo com Piaget (1926, p.11), duas qualidades são fundamentais ao bom experimentador “saber observar, ou seja, deixar a criança falar, não desviar nada, não esgotar nada e, ao mesmo tempo, saber buscar algo de preciso, ter a cada instante uma hipótese de trabalho, uma teoria, verdadeira ou falsa, para controlar”.
Como professoras, nosso instinto é auxiliar a criança a chegar até o conhecimento. Ter que testá-la sem poder ajudá-la, foi um tanto angustiante. Sabíamos que a menina tinha a capacidade a ser testada, mas talvez por timidez ou pela presença de uma pessoa estranha (no caso eu), ficou nervosa e se confundiu ao dar a resposta de uma das perguntas. 
Com este teste, pude concluir que nasci mesmo para ser professora, e pesquisadora também, mas junto com os alunos, guiando os pequenos no universo do conhecimento.