Paulo Freire, o grande incentivador da EJA, já nos falava que é essencial ensinar os alunos partindo daquilo que eles já sabem, buscando as suas experiências anteriores e linkando com a realidade atual.
Vargas e Gomes nos citam Vigotiski:
"Nesse processo, o sujeito parte de suas
experiências, vivências e significados para uma
análise intelectual, comparando, unificando e
estabelecendo relações lógicas. Assim, os conceitos
construídos ao longo da vida passam por
um processo de transformação e ressignificação,
estabelecendo uma nova relação cognitiva
que resulta no desenvolvimento subsequente da
consciência e de vários processos internos do
pensamento, além da reconstrução de conceitos,
agora, científicos (VYGOTSKY, 2008)."
Ensinar a partir da realidade do aluno, além de prazeiroso, se torma muito mais significativo, e é assim que o professor de EJA deve agir.
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sábado, 4 de agosto de 2018
EJA: Lugar de quem?
Muitas vezes ouvi nos corredores de escolas: Tomara fulano ter idade para passar para o EJA, essa criatura só incomoda!
Mas seria o EJA apenas uma porta de acesso para os alunos que não querem nada com nada na escola?
Segundo Hara (1992, P.2):
"A alfabetização competente de adultos que une o compromisso político de educadores populares com a desenvoltura técnica necessária ao seu bom desempenho é ainda realidade poucas vezes encontrada."
Precisamos pensar como educadores, que o EJA é uma modalidade de ensino e não um lugar para onde os alunos mal comportados são destinados. Para isto é essencial dar condições para que estes alunos possam sim conseguir atingir seus objetivos, seja no ensino regular ou na EJA.
Mas seria o EJA apenas uma porta de acesso para os alunos que não querem nada com nada na escola?
Segundo Hara (1992, P.2):
"A alfabetização competente de adultos que une o compromisso político de educadores populares com a desenvoltura técnica necessária ao seu bom desempenho é ainda realidade poucas vezes encontrada."
Precisamos pensar como educadores, que o EJA é uma modalidade de ensino e não um lugar para onde os alunos mal comportados são destinados. Para isto é essencial dar condições para que estes alunos possam sim conseguir atingir seus objetivos, seja no ensino regular ou na EJA.
Os malefícios de uma Educação Bancária
Segundo Sartori (p.158):
"De acordo com Freire (1987), os pressupostos da educação bancária se assentam na narração alienada e alienante. Ou seja, há a perspectiva de educar para a
submissão, para a crença de uma realidade estática, bem-comportada, compartimentada, para a visão de um sujeito acabado, concluso. A educação bancária, nesse
sentido, repercute como um anestésico, que inibe o poder de criar próprio dos
educandos, camuflando qualquer possibilidade de refletir acerca das contradições
e dos conflitos emergentes do cotidiano em que se insere a escola, o aluno. Na
perspectiva freireana, a educação bancária tem o propósito de manter a imersão, a reprodução da conciência ingênua e da acriticidade."
Na verdade acredito que é isto que os nossos governantes querem, pois só assim terão cidadãos que não terão voz ativa na sociedade.
Cabe a nós professores trazer a realidade para a sala de aula, promovendo discusões sadias, para propciar um conhecimento duradouro.
"De acordo com Freire (1987), os pressupostos da educação bancária se assentam na narração alienada e alienante. Ou seja, há a perspectiva de educar para a
submissão, para a crença de uma realidade estática, bem-comportada, compartimentada, para a visão de um sujeito acabado, concluso. A educação bancária, nesse
sentido, repercute como um anestésico, que inibe o poder de criar próprio dos
educandos, camuflando qualquer possibilidade de refletir acerca das contradições
e dos conflitos emergentes do cotidiano em que se insere a escola, o aluno. Na
perspectiva freireana, a educação bancária tem o propósito de manter a imersão, a reprodução da conciência ingênua e da acriticidade."
Na verdade acredito que é isto que os nossos governantes querem, pois só assim terão cidadãos que não terão voz ativa na sociedade.
Cabe a nós professores trazer a realidade para a sala de aula, promovendo discusões sadias, para propciar um conhecimento duradouro.
Filme O Aluno
Há alguns meses atrás, tive a oportunidade de assistir ao filme O Aluno. A história de um senhor de idade avançada que lutava para ter o direito de frequentar a escola. Em determinado momento do filme, este senhor é convidado a estudar em uma turma de ensino adulto, mas acaba não se adaptando, pois não se identifica com o local, que é frequentado por pessoas que não possuem o interesse em estudar.
Na turma regular, além de aprender a ler e escrever, ele auxilia a professora e ensina os outros alunos.
As vezes precisamos pensar em como os nossos alunos podem aprender melhor, e de que forma. A professora do ensino regular conseguiu satisfazer estas questões, pois assim como seus alunos menores, o senhor também tinha muita força de vontade para aprender.
Na turma regular, além de aprender a ler e escrever, ele auxilia a professora e ensina os outros alunos.
As vezes precisamos pensar em como os nossos alunos podem aprender melhor, e de que forma. A professora do ensino regular conseguiu satisfazer estas questões, pois assim como seus alunos menores, o senhor também tinha muita força de vontade para aprender.
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