quinta-feira, 29 de junho de 2017

LDBEN: Será a hora certa de mudar

Vendo o vídeo com a fala do professor Carlos Roberto Jamil Cury, pude refletir sobre o quanto a educação perdeu, no decorrer dos anos com as mudanças na LDB. A retrospectiva feita pelo professor apresenta um histórico esclarecedor sobre a Politica Educacional Brasileira, onde foram feitas 219 mudanças na lei, por decretos, sendo retirados muitos direitos que já haviam sido garantidos por lei.
Segundo o autor:
"Fazer uma nova LDB é abrir o campo para novos retrocessos, pois não temos força suficiente para entrarmos nesta disputa e recuperarmos pontos que foram perdidos ou estão esquecidos."
O cenário politico atual, não favorece o ganho de recursos para a educação, devido a grande crise que o nosso país passa e a conjuntura atual que o governa, não temos representantes dentro do governo que possam lutar pelos direitos já adquiridos por lei e até mesmo os que já foram perdidos.
Atualmente eu leciono em um anexo da Educação Infantil, dentro de um CIEP. O palestrante fala no inicio do vídeo sobre o Idealizador deste tipo de escola, Darci Ribeiro. Se hoje estivesse vivo, com certeza estaria muito triste, pois o seu legado (pelo menos onde trabalho) não está sendo tratado como deveria. Os Centros Integrados de Educação Pública, tinham como meta a Educação Integral, e hoje são na sua grande maioria (se não em sua totalidade) escolas comuns, com muito poucos recursos, praticamente abandonadas pelo estado.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Iniciando as leituras de gestão

Confesso que nunca estive tão atrasada com as atividades como estou agora... Creio que isto esteja acontecendo por as interdisciplinas que iniciaram no meio do semestre serem mais teóricas, exigindo muitas leituras.
Como hoje tive uma folga, decidi "arregaçar as mangas" e me dedicar aos estudos.
Lendo o texto Politicas Publicas e Gestão da Educação, um paragrafo em especial me chamou a atenção, segundo Peroni (pag.6):
"A questão passa a ser todos na escola com qualidade, mas que qualidade? Essa indagação remete ao debate acerca da função social da escola neste período particular do capitalismo, de tantas mudanças no contexto sócio político e econômico. O debate diz respeito ao acesso não apenas à vaga na escola, mas ao conhecimento. Vivemos em período de muita informação, com fácil acesso a notícias, via internet, TVs, jornais, mas para entendê-las necessitamos ter acesso à linguagem específica de cada uma das áreas, aos conceitos; e ainda precisamos abstrair, relacionar, para entender e poder posicionarse frente ao mundo. A própria reestruturação produtiva exige um outro trabalhador, com capacidade de raciocinar, resolver problemas, trabalhar em equipe, dar respostas muito rápidas, como vimos em relatórios como o SCAM 2000, que pensava como deveriam ser as escolas no ano 2000 nos EUA para dar respostas ao setor produtivo, ou o próprio relatório Delors (UNESCO). Quer dizer, a função social da escola é proposta por alguns organismos internacionais e pelo empresariado, que esperam que as escolas apenas respondam ao setor produtivo, um retorno à teoria do capital humano. Outros, como o Banco Mundial (1995), que evitem o caos social retirando as crianças das ruas. E para nós, qual é a função social da escola? A resposta a esta pergunta nos dará pistas para responder à pergunta anterior sobre que qualidade."
Atualmente estou trabalhando em um Anexo da Educação Infantil, dentro de uma Escola Estadual. Devido ao grande número de alunos matriculados na gestão anterior, não havia espaço para estas crianças nas escolas municipais que atendem este público.
Foram abertas oito turmas de Pré escola (sendo 4 de pré A e 4 de Pré B). No dia 20 de fevereiro assumimos as turmas (cada uma com quase 30 alunos matriculados) porém com o minímo de material pedagógico, assim sendo quase impossível fazer um bom trabalho. Onde fica a qualidade na educação?

Criando a "Teia" de Aprendizagens

Nossa ultima aula foi à distância, e por problemas de conexão não consegui participar na hora, mas fiz questão de fazer as atividades propostas posteriormente.
A proposta era comentar três blogs, de colegas que já publicaram neste semestre, eu comentei cinco.
Esta Teia de aprendizagens é muito proveitosa, é uma pena que chegando ao final do nosso 5º Semestre, ainda não conseguimos fazê-la funcionar.
Eu que tanto gosto de escrever e postar minhas aprendizagens, neste semestre não consegui deixar minhas postagens em dia. Acredito que isto tenha se dado, pelas interdisciplinas serem mais teóricas e menos práticas.
Prometo que irei me esforçar e fazer mais postagens ainda esta semana, assim como acabar meus estudos de duas interdisciplinas que começaram mais tarde e acabei não conseguindo acompanhar.

sábado, 3 de junho de 2017

Aprendendo um pouco mais sobre a Psicologia na Vida Adulta

Dentre todos os trabalhos apresentados, o que mais me chamou a atenção foi o que tratava das fases da vida adulta. 
Me identifiquei demais com os exemplos que as colegas mostraram:
Na Adolescência: Onde achamos que somos donos da verdade, muitas vezes rebeldes sem causa.
Fase adulta: Onde adquirimos maiores responsabilidades e formamos uma familia.
Velhice: Fase onde se encontram os meus pais. Quando a colega Ana entrou caracterizada como uma velhinha debilitada e abandonada pelos filhos, logo me veio a mente os meus pais. 
Os dois vivem sozinhos em sua casa, pois não aceitaram que eu construisse no pátio deles, uma vez que tenho mais 4 irmãos e eles sempre me diziam que a casa não era herança só minha que eu tinha que adquirir algo que fosse só meu. Hoje moro na minha casa, que fica longe da casa deles e nem sempre tenho tempo de dar a devida atenção que eles merecem. É muito difícil para eles aceitarem que os filhos tem vida própria, e nós temos que nos virar para dar atenção para eles.
Quando vi a colega falando que estava abandonada pelos filhos, logo pensei neles, pois apesar de vê-los todos os dias sei que não dou a devida atenção que um casal de 76 anos (minha mãe) e 81 Anos (meu pai) necessitam, e me vejo sempre correndo... Correndo atrás das contas para pagar, atrás das atividades da faculdade atrasadas, correndo atrás do planejamento das minhas aulas, e muitas vezes me vejo passando correndo pela casa deles, sem ter tempo para dar a atenção e carimho que eles merecem.

domingo, 14 de maio de 2017

Ansiedade na vida Adulta

Iniciando a interdisciplina Psicologia na Vida Adulta, nos foi proposto que construíssemos uma pesquisa relacionado a um tema relacionado a interdisciplina que fossse de nosso interesse. Logo me veio a cabeça a Ansiedade, pois na minha vida ela se tornou um grande problema, chegando a me travar em muitos momentos da minha vida.
Sempre tive o sonho de ser mãe e já passei por diversos tratamentos para engravidar, sem obter sucesso. Sofro da síndrome dos Ovários Policísticos, e todos os médicos que fui sempre me falaram que teria mais dificuldades para realizar este sonho, mas que não é impossível.
Acredito que a ansiedade me prejudica muito nisto, pois a cada tratamento que faço, crio muitas expectativas e fico muito ansiosa. 
Ter a oportunidade de estudar a ansiedade está sendo de grande vália, pois através dos estudos, estou tendo a oportunidade de aprender a lidar melhor com este problema. 
 Segundo o pscólogo Roberto Debski:
"A ansiedade é crescente na modernidade, em um mundo em que as coisas são muito superficiais, muito rápidas e com muita quantidade de informação”, sinaliza o psicólogo. Não há como acompanhar, fazer e resolver tudo. Mas, nesse turbilhão de tarefas a fazer, algumas pessoas perdem a noção do presente e ficam paralisadas diante de expectativas negativas."
Com o passar do tempo tenho aprendido a lidar com estas expectativas, aprendendo a viver o presente, aproveitando ao máximo para que não sofra com o excesso de futuro.

Iniciando os projetos de aprendizagens com os alunos

Quando tivemos o primeiro contato com os projetos de aprendizagens no ano passado, pude perceber que não seria uma tarefa fácil a ser aplicada com os meus alunos. No inicio deste semestre, após termos a primeira aula presencial da interdisciplina Projeto Pedagógico em Ação, pude perceber que poderia ter mais dificuldades, mas não seria impossível de fazer, uma vez que a curiosidade é o que comanda este tipo de trabalho, e curiosidade é o que não falta nos meus pequenos.
Um dia após a aula inicial, já comecei a indagar os interesses dos meus alunos da turma em que trabalho pela manhã (Pré A), e descobri que a grande maioria, era apaixonada pela praia. Então comecei a indagar o que podíamos aprender sobre a praia, e pedi que eles fizessem um desenho sobre o que gostariam de aprender, e para a minha surpresa surgiu a Questão: Como os peixes respiram embaixo da água? 
Então me pequei pensando, como poderia encaixar os meus conteúdos dentro desta questão. Lendo o  autor Antoni Zabala Vidiellas percebi  que as relações e a forma de vincular os diferentes conteúdos de aprendizagem de uma unidade didática é o que denominamos organização de conteúdos, esses conteúdos geralmente são apresentados separadamente em aula, porém possuem mais potencialidade de uso e de compreensão quando são relacionados entre si.
Assim sendo, acredito que os meus conteúdos terão mais significado dentro do projeto de aprendizagem.

Professores Reflexivos

Desde que entrei no PEAD, reconheço-me como uma profissional muito mais reflexiva, pois tudo que estudo, leio e aprendo, reflito e coloco em prática. Isto é essencial para formarmos cidadãos pensantes que interajam na sociedade. Segundo Alarcão, p.3:
“[...]baseia-se na vontade, no pensamento, em atitudes de questionamento e curiosidade, na busca da verdade e da justiça. Sendo um processo simultaneamente lógico e psicológico, combina a racionalidade da lógica investigativa com a irracionalidade inerente à intuição e à paixão do sujeito pensante; une cognição e afetividade num ato específico, próprio do ser humano.”
A reflexão é um movimento natural na aprendizagem, e é nosso dever como professores formarmos seres reflexivos, indagando-os sobre as aprendizagens, não deixando que eles se contentem com pouco conhecimento.
Atualmente trabalho com duas turma de Pré A, e vejo o quanto a reflexão está no instinto das crianças, muitas vezes eu aponto assuntos e indago-os aguçando a curiosidade, e eles me devolvem com reflexões vividas por eles, nem sempre estão dentro do assunto principal, mas sempre são válidas como conhecimento.